| CERTIFICAÇÃO DIGITAL | ||||||||||||||||||
| O que é um Certificado Digital? | ||||||||||||||||||
| Um Certificado Digital é um arquivo de computador que contém um conjunto de informações utilizadas em procedimentos que necessitam de integridade, autenticidade e confidencialidade como comércio, emissão de documentos, informações sigilosas e etc. | ||||||||||||||||||
| Quais são os tipos de certificados digitais? | ||||||||||||||||||
| A ICP-Brasil oferece duas categorias de certificados digitais: A e S, sendo que cada uma se divide em quatro tipos: A1, A2, A3 e A4; S1, S2, S3 e S4. A categoria A é direcionada para fins de identificação e autenticação, enquanto que o tipo S é direcionado a atividades sigilosas.
A1 e S1: Geração das chaves é feita por software; chaves de tamanho mínimo de 1024 bits; armazenamento em dispositivo de armazenamento (como um HD); validade máxima de um ano;
A2 e S2: Geração das chaves é feita por software; chaves de tamanho mínimo de 1024 bits; armazenamento em cartão inteligente (com chip) ou token (dispositivo semelhante a um pendrive); validade máxima de dois anos;
A3 e S3: Geração das chaves é feita por hardware; chaves de tamanho mínimo de 1024 bits; armazenamento em cartão inteligente ou token; validade máxima de três anos;
A4 e S4: Geração das chaves é feita por hardware; chaves de tamanho mínimo de 2048 bits; armazenamento em cartão inteligente ou token; validade máxima de três anos.
Os certificados A1 e A3 são os mais utilizados, sendo que o primeiro é geralmente armazenado no computador do solicitante, enquanto que o segundo é guardado em cartões inteligentes (smartcards) ou tokens protegidos por senha. |
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| Qual a diferença entre "e-CPF", "e-CNPJ" e "e-Nfe"? | ||||||||||||||||||
| O e-CPF é um certificado digital direcionado a pessoas físicas, sendo uma espécie de extensão do CPF (Cadastro de Pessoa Física), enquanto que o e-CNPJ é um certificado digital que se destina a empresas ou entidades, de igual forma, sendo um tipo de extensão do CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica).
Ao adquirir um e-CPF, uma pessoa tem acesso pela internet a diversos serviços da Receita Federal, muitos dos quais até então disponíveis apenas em postos de atendimento. É possível, por exemplo, transmitir declarações de imposto de renda de maneira mais segura, consultar detalhes das declarações, pesquisar situação fiscal, corrigir erros de pagamentos, entre outros. No caso do e-CNPJ, os benefícios são semelhantes. O e-NFe é o Certificado Digital utilizado somente para emissão da NF-e podendo ser usado pelos funcionários da empresa e não apenas pelo seu representante legal (e-CNPJ). Tanto e-NFe como também o e-CNPJ podem ser usados para validação das NF-e. O "e-CPF", "e-CNPJ", e o "e-NFe" estão disponíveis nos tipos A1 e A3. |
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| Sobre a legalidade do Certificado Digital | ||||||||||||||||||
| A Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 define as regras para a criação da ICP-Brasil (Infra-estrutura de Chaves Públicas ou, em inglês, Public Key Infrastructure - PKI) bem como a utilização de certificados digitais, aspectos legais e aspectos necessários para uma entidade se tornar uma AC Intermediária e assim emitir certificados digitais para outras entidades garantindo autenticidade, integridade, não repúdio e validade jurídica de trâmites eletrônicos por essas entidades realizados.
A Lei 11.419 de 19 de dezembro de 2006 fundamenta os processos judiciais eletrônicos no Brasil. Nela, existe o artigo 20 do capítulo 4, que altera o artigo 38 do Código de Processo Civil (Lei 5.869, de 11 de janeiro de 1973) de forma que a autenticação por certificados digitais também seja legalmente válida. Cada país estabelece as suas normas para a legalidade do certificado digital. No Brasil contamos com a ICP-Brasil e o ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação). |
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| Como obter um Certificado Digital? | ||||||||||||||||||
| O primeiro passo é procurar uma Autoridade Certificadora (AC) ou uma Autoridade de Registro (AR). Uma AC tem a função de associar uma identidade a uma chave e "inserir" esses dados em um certificado digital. O solicitante deve comprovar sua identificação presencialmente. Uma AR tem função intermediária, ela pode solicitar certificados digitais a uma AC, mas não pode emitir esse documento diretamente. | ||||||||||||||||||
| Como é a hierarquia institucional da ICP-Brasil? | ||||||||||||||||||
| A ICP-Brasil trabalha com uma hierarquia onde a AC-Raiz, isto é, a instituição que gera as chaves das ACs e que regulamenta as atividades de cada uma, é o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI). | ||||||||||||||||||
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Serpro, Caixa Econômica Federal, Serasa, Receita Federal, Certisign, Imprensa Oficial, AC-JUS (Autoridade Certificadora da Justiça), ACPR (Autoridade Certificadora da Presidência da República), Casa da Moeda do Brasil... São essas instituições que devem ser procuradas por quem deseja obter certificado digital legalmente reconhecido no Brasil. Note que cada uma dessas entidades pode ter critérios distintos para a emissão de certificados, o que inclusive resulta em preços diferentes, portanto, é conveniente ao interessado saber qual AC é mais adequada às suas atividades. Repare também que essas entidades podem ter ACs "secundárias" ou ARs ligadas a elas. |
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| O que é Criptografia? | ||||||||||||||||||
| Do grego kryptós, "escondido", e gráphein, "escrita" é a técnica pela qual a informação é transformada da sua forma original para outra ilegível, de forma que possa ser conhecida apenas pelo destinatário (receptor) após ser decodificada. | ||||||||||||||||||
| Como funciona a Certificação Digital? | ||||||||||||||||||
| A Certificação Digital funciona com base numa (ou mais) Chave Criptográfica que permite somente ao emissor e ao receptor o entendimento da informação. | ||||||||||||||||||
| O que é Assinatura Digital? | ||||||||||||||||||
| É o mecanismo eletrônico que faz uso da criptografia (Chave Criptográfica) para que somente emissor e receptor façam uso das informações transmitidas, não permitindo que outros alterem este conteúdo. Veja "Como funcionam as Chaves Assimétricas (Chaves Públicas)?". | ||||||||||||||||||
| Como funcionam as Chaves Simétricas? | ||||||||||||||||||
| A criptografia simétrica baseia-se em dois componentes: um algoritmo e uma chave. Um algoritmo é uma transformação matemática. Ele converte uma informação em uma informação cifrada e vice-versa. Quando o emitente cifra uma informação, ele utiliza um algoritmo de ciframento e o receptor utiliza o algoritmo de deciframento correspondente. Antigamente, a segurança do ciframento era baseada somente no sigilo do algoritmo criptográfico. Se um intruso descobrisse o algoritmo utilizado poderia decifrar todas as informações. Atualmente utiliza-se em conjunto a "Chave Criptográfica" que é uma cadeia de bits utilizada em conjunto com um algoritmo. Cada chave distinta faz com que o algoritmo trabalhe de forma diferente. Existem algoritmos que dispensam o uso de chaves, mas a utilização da chave oferece duas importantes vantagens. A primeira é permitir a utilização do mesmo algoritmo criptográfico para a comunicação com diferentes receptores, apenas trocando a chave. A segunda vantagem é permitir trocar facilmente a chave no caso de uma violação, mantendo o mesmo algoritmo. A segurança agora reside na chave e não mais no algoritmo, mesmo que o intruso conheça o algoritmo não conseguirá decifrar a informação. A chave deverá ser de conhecimento somente do emissor e do receptor. | ||||||||||||||||||
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| O número de possibilidades de uma chave depende do tamanho (número de bits) da chave. Uma chave de 8 bits permite 256, de 16 bits 65.536, de 64 bits 18.446.744.073.709.551.616 combinações de diferentes. Quanto maior o tamanho da chave, mais difícil será quebrá-la, pois aumentamos o número de combinações. Alguns algoritmos simétricos: | ||||||||||||||||||
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| Apesar da simplicidade, existem diversos problemas na criptografia simétrica: | ||||||||||||||||||
| - Cada emissor-receptor necessita de uma chave, com n usuários precisamos de n² chaves, dificultando a gerência das chaves; | ||||||||||||||||||
| - A chave deve ser enviada ao receptor e armazenada de forma segura, o que nem sempre é garantido; | ||||||||||||||||||
| - Não garante a identidade de emissor e receptor (autenticidade e não-repudiação). | ||||||||||||||||||
| Como funcionam as Chaves Assimétricas (Chaves Públicas)? | ||||||||||||||||||
| Está baseada no conceito de par de chaves: uma chave privada e uma chave pública. Qualquer uma das chaves é utilizada para cifrar uma informação e a outra para decifrá-la. As informações cifradas com uma das chaves do par só podem ser decifradas com a outra chave correspondente. A chave privada deve ser mantida secreta, enquanto a chave pública disponível para qualquer interessado. | ||||||||||||||||||
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| De forma simplificada funciona assim: O receptor gera uma chave de ciframento e uma de deciframento. Mantêm secreta a chave de deciframento (chave privada). Torna público a chave de ciframento (chave pública). O emissor fará o ciframento da informação, utilizando a chave pública, que será decifrada pela chave privada do receptor. A segurança está na chave privada que só o receptor possui. Mesmo que um intruso consiga ter a informação e a chave pública sem a chave privada ele nada fará porque não conseguirá decifrar a mensagem. Como a chave pública estará amplamente disponível se torna desnecessário o envio de chaves como é feito no modo simétrico. A confidencialidade da informação é garantida, enquanto a chave privada (deciframento) estiver de posse somente do receptor da informação. Alguns algoritmos assimétricos: | ||||||||||||||||||
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| Uma das grandes vantagens do uso das chaves assimétricas é o uso em conjunto da assinatura digital que permite garantir a autenticidade e a integridade de quem envia a mensagem. A assinatura digital se processa da seguinte forma: O emissor cifra a informação com sua chave privada e o receptor a decifra com a chave pública do emissor. Se alguém modificar um bit o sistema não reconhecerá como válida a informação. Fica assim garantida a autenticidade, integridade e não-repudiação da informação, mas não é confidencial. Qualquer intruso poderá visualizar a informação. Veja que é preciso utilizar este processo (assinatura digital) em conjunto com o processo da chave assimétrica para obter também confidencialidade. Alguns algoritmos para assinatura digital: | ||||||||||||||||||
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| A importância da Função Hashing. | ||||||||||||||||||
| A assinatura digital através da criptografia assimétrica ou de chave pública não pode ser empregada na prática (acima descrevemos didaticamente o processo). Os processos assimétricos são 1.000 vezes mais lentos que os simétricos. Se torna implaticável utilizar puramente algoritmos de chave pública para assinaturas digitais. Utilizamos então a função hashing, também chamada de Message Digest, One-Way Hash Function, Função de Condensação ou Função de Espalhamento Unidirecional. Esta função gera um valor fixo pequeno, o digest ou valor hash, a partir de uma entrada de tamanho variável (a informação antes de ser cifrada). O digest está para a informação cifrada como o dígito verificador está para o número do CPF. Qualquer alteração na informação será rapidamente detectada. Funções hashing empregadas em processos criptográficos: | ||||||||||||||||||
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| Protocolos Criptográficos (simétricos e assimétricos). | ||||||||||||||||||
| Na prática utiliza-se um processo híbrido composto de: simétria, assimétria e hashing. | ||||||||||||||||||
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| Este processos criptográficos viabilizam a troca de informações eletrônicas com: disponibilidade, sigilo, controle de acesso, autenticidade, integridade e não-repúdio. | ||||||||||||||||||
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